Quando morrer, não quero ser enterrado como os outros
No cemitério, algo muito social
Quando morrer, não sei quando será,
Quero ser enterrado em outro local.
Quando morrer, e me juntar à organicidade da terra,
Não quero caixão nem túmulo de pedra.
Quando eu morrer, quero que me enterrem na terra do meu avô,
Não quero lápide nem que digam o que me marcô.
Quero que plantem em cima de mim, um galho de imburana,
Para meu enterro, não há ideia mais bacana.
O pó de meu corpo se transformará em galhos,
Quando o que restar de mim estiver em frangalhos.
Assim estarão acabados meus trabalhos.
Quando a imburana estiver oca, abelhas ali vão morar
Dentro de mim, seu mel vão fabricar
Eu, e elas, numa simbiose plural,
Elas, abelhas, e eu, um pau,
Seremos os mais imponentes do reino natural.
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