04 junho 2024

Um enterro natural

Quando morrer, não quero ser enterrado como os outros

No cemitério, algo muito social

Quando morrer, não sei quando será,

Quero ser enterrado em outro local.


Quando morrer, e me juntar à organicidade da terra,

Não quero caixão nem túmulo de pedra.


Quando eu morrer, quero que me enterrem na terra do meu avô,

Não quero lápide nem que digam o que me marcô.


Quero que plantem em cima de mim, um galho de imburana,

Para meu enterro, não há ideia mais bacana.


O pó de meu corpo se transformará em galhos,

Quando o que restar de mim estiver em frangalhos.

Assim estarão acabados meus trabalhos.


Quando a imburana estiver oca, abelhas ali vão morar

Dentro de mim, seu mel vão fabricar

Eu, e elas, numa simbiose plural,

Elas, abelhas, e eu, um pau,

Seremos os mais imponentes do reino natural.

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