A sobriedade volta ao corpo
E a lembrança dela volta à mente
De gole em gole, a cada comprimido
Correndo o risco de se tornar demente
Somente para aliviar
A saudade que tanto sente.
Mas talvez, caro amigo, ou vil colega
Seja melhor correr esse risco
Pois minha alma pelos mares do inferno navega
E quem sabe se num dia desses, o meu corpo
Chegue no inferno como entrega.
E como diria Raul Seixas:
"Já chupei a Laranja Mecânica
E plantei a casca na minha cabeça"
Tudo isso no esforço de esquecer
Aquela mulher cruel, ou nobre condessa.
Johnathan Trindade, 23/04/2024
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